WE BURY THE DEAD
- Beit Sêfer

- 8 de mar.
- 2 min de leitura
Por Carlos Alberto Maia Guerra

O filme We Bury The Dead (Nós enterramos os mortos) acompanha Ava (Daisy Ridley) numa busca desesperada pelo seu marido, Mitch (Matt Whelan), num cenário pós-apocalíptico provocado por uma falha numa arma experimental de pulso eletromagnético que vitimou 500 mil pessoas.
Ao juntar-se a uma unidade de recuperação de corpos, Ava depara-se com um fenómeno aterrador: os mortos que enterra começam a dar sinais de vida. O que começa como uma missão de resgate transforma-se numa luta contra "mortos-vivos", explorando o caos e a corrupção num mundo devastado.
Sobre o autor
Bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica de Ciências Humanas e Sociais – LOGOS – FAETEL de São Paulo. É Pós-Graduado em Docência Superior em Teologia pela Faculdade Teológica de Ensino Superior – Instituto Bíblico Ebenézer. Graduado em Liderança Avançada e Gestão Estratégica de Ministério, pelo Instituto Haggai Internacional. Mestrando em Ministérios pela Carolina University na Carolina do Norte. Casado com Eliane de A. Guerra, possui três filhos: Bruna, Rafael e Jacqueline e seis netos. E-mail: prcarlosguerra@gmail.com
A obra transcende o gênero típico de zombies, mais focado nos personagens que o habitual. O impacto do filme reside nos momentos de introspeção de Ava, que convidam à reflexão sobre "assuntos inacabados". O argumento destaca a importância da despedida e da reconciliação, visto que o casal se tinha desentendido antes da catástrofe.
Este cenário reforça a necessidade bíblica de manter relacionamentos saudáveis, reconhecer erros e praticar o perdão enquanto há tempo (Mt 5:23-24; Ef 4:31-32). A busca de Ava é, no fundo, uma jornada de cura interior.
À semelhança de produções como The Walking Dead, o filme utiliza elementos religiosos fragmentados e ritos que carecem de base bíblica. Sob a ótica cristã, é fundamental exercer discernimento, pois à luz das Escrituras após a morte segue-se o juízo de Deus. E não há possibilidade de voltar ou reencarnar para resolver assuntos inacabados (Lc 16.19-31; Hb 9.27).
Outro ponto importante é que o filme, assim como milhares de obras similares, faz uso indevido do nome de Jesus e do nome de Deus. A Santidade do Nome de Deus é um ponto crítico na obra. O fato se detém sobre a gravidade desse tema, que exige reflexão e posicionamento ético (Ex 20.7; Mt 12.36).
Isso reforça a importância de que os autores devem observar os elementos culturais e morais de sua obra, mas também dialogar de forma mais direta e consciente com a cosmovisão cristã e seus valores e fundamentos teológicos, promovendo discernimento crítico sobre a influência dessas produções na fé e nos valores espirituais dos espectadores.



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