FILME – GREENLAND 2: MIGRATION
- Beit Sêfer

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Por Carlos Alberto Maia Guerra

Destruição Final 2 (título original: Greenland: Migration) retoma a saga da família Garrity após o impacto do cometa "Clarke". Após sobreviverem no bunker, John (Gerard Butler), Allison (Morena Baccarin) e seu filho Nathan (Roger Dale Floyd) são forçados a abandonar a segurança do abrigo.
O filme retrata a jornada perigosa por uma Europa devastada e hostil, focando na luta pela sobrevivência e na busca por um novo lar em um mundo pós-apocalíptico.
Sobre o autor
Bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica de Ciências Humanas e Sociais – LOGOS – FAETEL de São Paulo. É Pós-Graduado em Docência Superior em Teologia pela Faculdade Teológica de Ensino Superior – Instituto Bíblico Ebenézer. Graduado em Liderança Avançada e Gestão Estratégica de Ministério, pelo Instituto Haggai Internacional. Mestrando em Ministérios pela Carolina University na Carolina do Norte. Casado com Eliane de A. Guerra, possui três filhos: Bruna, Rafael e Jacqueline e seis netos. E-mail: prcarlosguerra@gmail.com
Embora o filme contenha violência, conteúdo intenso e linguagem imprópria, a narrativa se distancia do niilismo vazio. O foco central reside na "dose de humanidade" que transparece nas relações. Os pilares do roteiro são o sacrifício pessoal, o altruísmo e a preservação do núcleo familiar. O filme não é uma experiência leve, mas é elevado por valores que impedem que a produção se torne apenas um espetáculo de efeitos especiais.
Diante do crescente apelo da indústria cinematográfica por cenários distópicos, centradas em catástrofes globais e no fim do mundo, nota-se uma tendência em misturar referências religiosas fragmentadas ao cristianismo, muitas vezes esvaziadas de seu significado bíblico original. Para o cristão, essa produção cultural serve como um chamado ao discernimento espiritual.
Apesar do apelo cinematográfico, segundo as Escrituras, devemos estar atentos aos "sinais dos tempos", mas sem sermos dominados pelo medo do fim do mundo (Romanos 12.2; 1Tessalonicenses 5.21; Mateus 24.6-8; Colossenses 2.8). A verdadeira esperança cristã não é depositada em bunkers, migrações estratégicas ou na capacidade humana de reconstrução, mas na promessa da volta de Jesus Cristo (Jo 14.1-3; At 1.9-11) e na consumação do Reino de Deus (Daniel 2.44; Marcos 1.14-15; Tito 2.13; 2Pedro 3.10-13).
Por parte da obra é necessária uma reflexão mais profunda sob a ótica da cosmovisão cristã. Um ponto de atenção é o uso indevido do nome de Jesus e de Deus, algo que, sob a ótica cristã, merece maior atenção e posicionamento ético (Êxodo 20.7; Mateus 12.36).
É importante destacar e reforçar os elementos culturais e morais de uma obra, mas também estes devem dialogar de forma mais direta com a cosmovisão cristã e seus fundamentos teológicos.



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